Estilo

As mais esperadas estreias da PFW

Dentre as quatro semanas de moda, como de costume, a maior expectativa recai sobre a Paris Fashion Week e seus shows maravilhosos. Mas nessa estação essa expectativa foi ainda maior com as super estreias que aconteceriam na cidade luz! A atenção foi total para os três designers ingressantes: Anthony Vaccarello na Saint Laurent, Bouchra Jarrar na Lanvin e Maria Grazia Chiuri na Dior. Com certeza a missão para os três foi difícil, considerando que estavam assumindo cargos em três das maisons mais importantes do mundo da moda. Porém, para Jarrar e Vaccarello a dificuldade era um pouco diferente, pois os dois substituíram diretores criativos que fizeram muito em suas passagens. Os ex-diretores criativos Alber Elbaz (na Lanvin) e Hedi Slimane (na Saint Laurent) causaram grande crescimento nas duas maisons, aumentando impetuosamente as vendas e renovando seu perfil.

Na Dior, estavam todos ansiosos para saber o resultado da mudança de Simons para Chiuri, curiosos para saber se seria o fim do minimalismo estabelecido pelo ex-diretor; e a resposta chegou para acalmar os ânimos. Chiuri veio da Valentino, onde ajudou a firmar uma grife além das roupas de festa, com roupas street e looks diurnos. Com o olhar totalmente feminino, super romântico e cheio de bordados, esperava-se ver exatamente isso na sua estreia, por isso houve um choque inicial em não ver nada disso nos primeiros looks. Ao invés disso, constaram muitas referências street e esportivas, principalmente o esgrima, que é um dos poucos esportes que diferencia o uniforme feminino do masculino, além de modelagens inspiradas no guarda-roupa masculino, e contrastando o preto e o branco.

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Ao longo do desfile essa imagem vai dando lugar a um visual mais feminino e jovial, deixando claro que esse ar dela também apareceria. Trouxe consigo muito do seu trabalho na Valentino, e isso transpareceu bastante em toda a coleção. Apesar das pequenas mudanças quanto ao estilo esportivo e a moulage masculina em algumas peças, não foi vista muita novidade na coleção. A inspiração feminista da coleção, marcada por Chiuri ao  ser a primeira diretora criativa da marca desde sua fundação, apareceram em um dos pontos altos do desfile: as T-shirts. Básicas, estampavam frases como "Dior Revolution"("Revolução Dior") e "We should all be feminists" ("Todas deveríamos ser feministas"), que fizeram sucesso automaticamente com o público e rodaram o mundo pela internet. Nesse quesito temos de ser francos, Chiuri foi muito inteligente, pois as camisetas não poderiam ter vindo em hora melhor, já que o mundo inteiro está no auge das suas lutas por direitos iguais.

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Outro ponto alto foram as saias em comprimento midi e longo. Um detalhe sutil da coleção foi a conversa de Chiuri com os arquivos da marca, além de com o próprio Christian Dior com a inspiração do tarô, que foi tão presente em sua vida, apresentado agora com um ar mais moderno, jovial e esportivo.

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Para Saint Laurent, Vaccarello criou uma coleção inspirada nos anos 80. “A garota da grife não é, certamente, bourgeois nem clássica,” ele declarou. “Ela tem um imenso respeito por Saint Laurent, mas este não é seu mote. Então pensei nela num vestido vintage, mas recortado.” Dessa maneira ele traz uma coleção cheia de peças em couro e veludo e usa de bustiês com decotes profundos e mangas bufantes para trazer o visual anos 80 pretendido. Criou diversos modelos de vestidos em decote nula manga, terninhos, jeans boyfriend, além do lamê dourado.

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Muita gente estava preocupada com a estreia de Jarrar na Lanvin, pois seu estilo em suas próprias coleções são extremamente minimalistas e flertam um pouco com o masculino, o que é totalmente o oposto do que Elbaz vinha fazendo na marca. Mas em resposta às preocupações ela não prosseguiu exatamente de onde ele parou, mas foi mais ou menos no mesmo rumo. A mulher de Jarrar é romântica e forte. Ela brincou com o masculino e o feminino, combinando flores, transparências e bordados com ternos, calças e camisas. A coleção toda foi iluminada pelos tecidos, bordados com pedras, cintos e outros acessórios que refletiam a luz. "Nesta coleção, eu quis cruzar os materiais de que gosto mesmo e, principalmente, trazer uma luz. Iluminar as roupas foi minha obsessão. Fiz isso não com as cores, mas por meio de uma gama de materiais: naturais e mate, opacos e brilhantes", explica Bouchra Jarrar.

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